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Lula e o desafio de endurecer sem perder o eleitor de centro
A consolidação e a ampliação de eleitores que se dizem de centro virou motivo de um cuidado especial do Palácio do Planalto. O placar favorável a Lula nesse grupo (29% contra 20% de Flávio Bolsonaro, como detalha a reportagem de Rudolfo Lago aqui ao lado) foi muito comemorado por petistas, mas também motivo de discussão.
Há o temor de que uma radicalização de pautas à esquerda, como uma defesa ainda mais ampla do fim da escala de trabalho de seis por um, contribua para afastar eleitores mais moderados.
Isso porque há cidadãos ao centro que tendem a concordar com o argumento de que a alteração pode prejudicar empresas e, no limite, a manutenção de empregos.