Por: Fernando Molica

Correio Nacional | Governistas em tese, partidos votam contra Planalto

PP, Republicanos, União e PSD: com oposicionistas | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Integrantes do primeiro escalão do governo, PP, Republicanos, União Brasil e PSD mostraram, mais uma vez, que a entrega de ministérios não garante maioria na Câmara. Deputados de três desses quatro partidos votaram de maneira avassaladora a favor do requerimento que pedia urgência para análise de projeto que acaba com o decreto de Lula que limita compra de armas e munição. O PP do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL), atuou de maneira unânime contra o Palácio do Planalto.

O governo não foi derrotado por muito pouco: com ajuda dos supostos aliados de Lula, a oposição conseguiu 254 favoráveis à urgência, três a menos que o necessário. O PL foi decisivo para evitar a aprovação: quatro deputados não votaram sim.

 

Pagar pra levar

Governistas e oposicionistas concordam que o duro recado foi dado ao Planalto: para ter maioria, é preciso liberar o pagamento das emendas que irrigam obras e serviços indicados por deputados por meio de emendas ao Orçamento. Não paga, não leva.

Ritmista

Agora, o Projeto de Decreto Legislativo que anula as decisões de Lula sobre armas terá que passar por várias comissões até chegar ao plenário, onde pode ser aprovado por maioria simples. O ritmo vai depender de Lira e da liberação do dinheiro das emendas.

Em números, o aumento dos roubos em Copacabana

Homem agredido em Copacabana por bandidos

Dados do Instituto de Segurança Pública confirmam o aumento de roubos em Copacabana: até outubro deste ano, os de celulares chegaram a 433, crescimento de 33,6% em relação ao mesmo período de 2022. Houve queda em alguns subúrbios da cidade, como a região de Brás de Pina e Olaria: os casos passaram de 466 nos dez primeiros meses de 2022 para 270 este ano.

Na região da Tijuca, Grajaú e Vila Isabel, a situação é ainda pior: apesar de uma queda em relação ao ano passado, em 2023 houve 839 roubos de celulares nesses bairros. Essa área também ganha nos casos por 100 mil habitantes: 283 contra 256 em Copacabana.

Explosão

Nessas duas regiões de classe média do Rio — Copacabana e Grande Tijuca — o aumento nesse tipo de crime ocorreu entre 2021 e 2022, quando houve crescimento de, respectivamente, 73% e 123%. No período, os roubos em geral cresceram 32,9% no bairro da Zona Sul.

Menos mortes

Nos crimes contra a vida, a situação é oposta. O índice de homicídio no Estado do Rio vem caindo desde 2019, mas os números são bem maiores nas áreas mais pobres. Até outubro houve sete desses crimes em Copacabana, 15 na Grande Tijuca e 48 na região de Brás de Pina.

Rede grátis

O ex-deputado Alessandro Molon é o diretor-executivo da recém-criada Aliança pela Internet Aberta, que reúne entidades que produzem conteúdos para a rede ou que a utilizam oferecer serviços. Diz que as telefônicas querem cobrar pelo tráfego de dados.

Pedágio

Haveria uma espécie de pedágio a ser pago para que informações fossem publicadas ou para que, por exemplo, laboratórios de análises clínicas pudessem disponibilizar resultados de exames. Molon ressalta que a proposta tem enfrentado muita rejeição na Europa.

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