Por: Fernando Molica

Correio Nacional | A fala de Lula e as diretrizes orçamentárias

Presidente admitiu déficit em 2024 | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ao colocar em dúvida a possibilidade de o país fechar as contas no azul em 2024, o presidente Lula mexeu com o mercado financeiro, deixou nervoso o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e complicou ainda mais a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A LDO serve de parâmetro para o orçamento do ano seguinte e deveria ter sido votada em sessão conjunta do Congresso Nacional até 17 de julho.

A marcação da votação, tema abordado nas últimas reuniões de líderes na Câmara e no Senado, depende de negociações com o governo para que haja alterações na redação original. O relator da LDO é o deputado Danilo Forte (União-CE), que não aprovou a decisão de Lula de desrepeitar a meta de déficit zero.

 

Pacheco lento

A data da votação que ser marcada por Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O presidente do Senado, porém, não tem tido pressa: fez encalhar a minirreforma eleitoral, o que fez Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, a deixar no limbo a anistia aos partidos políticos.

Bola pro lado

Por falar nisso: muita gente na oposição estranha uma certa passividade do governo em relação à reforma tributária, que agora tramita no Senado. Eles dizem que a proposta tem corrido de maneira meio frouxa, sem a pressão que marcou sua passagem pela Câmara.

Reforço da segurança no Rio será anunciado hoje

Dino quer atuação limitada das Forças Armadas

Para mostrar compromisso com a segurança pública, o presidente Lula botou a bola debaixo do braço e decidiu anunciar pessoalmente, hoje, detalhes do plano de atuação conjunta dos governos federal e do Rio de Janeiro.

Caberá a ele dizer qual será a atuação das Forças Armadas — Flávio Dino, ministro da Justiça, defende que Exército, Marinha e Aeronáutica reforcem os trabalhos, respectivamente, nas fronteiras, portos e aeroportos.

Na manhã de ontem, Lula, Dino e o ministro da Defesa, José Múcio, se reuniram para acertar os últimos detalhes da iniciativa.

Reforço

Secretário da Casa Civil do Estado do Rio, Nicola Miccione coordena a criação do grupo que vai procurar identificar movimentação e lavagem de dinheiro por quadrilhas de milicianos. Para tarefa, pediu à Secretaria de Fazenda a indicação de alguns auditores fiscais.

Grana suspeita

O grupo quer identificar, por exemplo, lojas em áreas controladas por milicianos que tenham movimentação atípica de recursos. Mas, para entrar nas contas alheias, o grupo, que terá também a participação de funcionários federais, precisará de autorização judicial.

Fichas limpas

Outro problema é ter, no grupo, policiais do Rio que não tenham qualquer comprometimento com a milícia. Para fortalecer o trabalho de inteligência, o Ministério da Justiça já acionou policiais e 20 agentes da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

Prejuízo

Por orientação da polícia, a sede do Fluminense será fechada às 14h no sábado, dia da decisão da Libertadores. Isso impedirá o funcionamento do Restaurante Dom Helio, que fica dentro do clube e havia montado um esquemão para torcedores: cada um pagaria R$ 500.

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