Por: Fernando Molica

Correio Nacional | Líderes do PL e da Oposição têm encontro com Haddad

Portinho propôs a conversa com o ministro | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Dois senadores do PL, Carlos Portinho (RJ) e Rogério Marinho (RN), deverão se encontrar hoje com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a reforma tributária. Líderes, respectivamente, do partido e da Oposição no Senado, eles têm feito muitas críticas ao projeto e indicaram voto contrário à Proposta de Emenda Constituição que unifica impostos.

Portinho disse à coluna que tomou a iniciativa de pedir a reunião com Haddad. Segundo ele, a entrega do relatório da PEC pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), ocorrida semana passada, permite que o tema seja discutido com o ministro petista.

Os dois senadores têm insistido do risco de que a reforma, do jeito que foi proposta e aprovada na Câmara, gere um aumento na já pesada carga tributária brasileira.

 

Desembarque

A assessoria de Marinho não confirmou nem desmentiu o encontro com Haddad. O senador passou o fim de semana em seu estado e tinha chegada prevista à Brasília para a noite de ontem. Semana passada, ele anunciou que, hoje, dia 31, se pronunciaria sobre a PEC.

Na fila

Em emenda não incluída no relatório, Marinho propôs uma alíquota fixa de 20% para o imposto único. Portinho conseguiu que Braga acatasse emendas que preevem percentuais diferenciados para algumas atividades. Outros líderes de partidos articulam reunião com Haddad.

Reforma olha para o passado, diz diretor de shopping

O plenário do Senado deverá votar a PEC em novembro

Um diretor de uma rede de shoppings centers afirma entender a busca de uma racionalização no sistema tributário brasileiro mas, para ele, a PEC tem o defeito de "olhar para o passado". Isso, por focar em impostos como PIS e Cofins que, segundo ele, não são compatíveis com a economia moderna e digital.

Para o executivo, seria mais importante tributar atividades como o Airbnb, carros de aplicativos e lojas chinesas que vendem para o Brasil.

Ele prevê que um eventual aumento de impostos no comércio não afetará os shoppings, centrados na classe B, "que procura ter reservas para compras e lazer".

Folgão

Os feriados de depois de amanhã e do dia 15 vão atrasar os trabalhos de deputados e de senadores. Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) transformou a sessão de ontem em semipresencial. Na semana do outro feriado, que cai numa quarta, sequer haverá sessões.

Sem diretrizes

Novembro chega amanhã, e nada de votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. A LDO, que serve de referência para o Orçamento, teria que ter sido aprovada até 17 de julho. Em tese, será apreciada ainda no próximo mês — com ou seu previsão de déficit zero.

PF e milícias

Chefe de Polícia Civil do Rio entre 2011 e 2014, a deputada estadual Marta Rocha (PDT) quer que a Polícia Federal atue na investigação e repressão aos milicianos. Frisa que cabe à PF atuar contra crimes internacionais e interestaduais — a milícia entraria neste caso.

Sem rua

Ela ressalta que a Polícia Federal tem um papel importante na apuração de crimes como a lavagem de dinheiro feita por organizações milicianas, algumas delas associadas a quadrilhas de traficantes de drogas. "O Rio de Janeiro está perdendo a rua", lamenta.

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