A parceria Paes e Jaé
Uma relação entre "irmãos", que não largam a mão do outro mesmo em momentos difíceis. A parceria entre a Prefeitura do Rio e a concessionária que opera o cartão Jaé vem causando desconforto entre servidores de carreira do município hoje comandado por Eduardo Cavaliere. O que tem incomodado são os privilégios que o Consórcio Bilhete Digital (CBD) vem recebendo da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), que abriu mão de sua função institucional de exigir o cumprimento integral do contrato de licitação assinado no fim de 2022.
E a SMTR?
Não se tem notícia nos corredores do governo municipal, ou mesmo por intermédio da imprensa, de qualquer ação de fiscalização da SMTR sobre o cartão Jaé, iniciativa do ex-prefeito Eduardo Paes. E não é por falta de denúncias ou indícios de mau atendimento aos passageiros que utilizam diariamente ônibus e vans municipais, cabritinhos, VLT e BRT.
Passageiros sem voz
A enxurrada de críticas que vêm sendo feitas regularmente pelos passageiros - basta dar uma olhadinha nas redes sociais para perceber o tamanho do problema - não estão sendo levadas em consideração. Até agora, nenhuma multa aplicada ou cobrança pública para a melhoria do serviço. Que parceria é essa?