Com a quebra da Voepass, as indenizações das vítimas irão para a LATAM e até ANAC

Por Rafael Oliveira

MPT estima que passivo trabalhista já ultrapasse R$ 43 milhões

A situação financeira da Voepass é incerta e há dúvidas se a empresa tem capacidade de arcar com todas as indenizações judiciais de grande porte. A companhia sofreu forte crise financeira, teve seus certificados de operação cassados pela ANAC após irregularidades em manutenções e enfrenta crescentes ações individuais e coletivas na Justiça. Se em plena operação a empresa não conseguia honrar com os seus compromissos trabalhistas, imaginem agora que parou de voar definitivamente. O Ministério Público do Trabalho estima que o passivo trabalhista da ex-voadora já ultrapasse R$ 43 milhões. É neste cenário que surgem dois personagens que podem lastrear as indenizações resultantes das vítimas fatais do voo 2283: a LATAM e a própria ANAC.