Atraso em repasses do Ministério da Saúde põe Fiocruz e terceirizadas em estado de alerta

Por Rafael Oliveira

Situação acende alerta para possibilidade de greve

A demora nos repasses do Ministério da Saúde para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já provoca efeitos em cadeia sobre empresas prestadoras de serviços e trabalhadores terceirizados. Há relatos de fornecedores que estão há mais de dois meses sem receber, o que compromete o pagamento de salários, benefícios e obrigações fiscais. A situação, que se arrasta sem definição, acende o alerta para a possibilidade de greve e para a descontinuidade de serviços essenciais prestados à instituição. O descompasso entre o cronograma de pagamentos do ministério e a manutenção dos contratos ativos levou ao que representantes do setor classificam como um "colapso silencioso": as empresas seguem executando os serviços, mas operam no limite da capacidade financeira, sem previsão de quando os repasses serão normalizados.