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BRASILIANAS | DF assume liderança nacional em reciclagem e reforça avanço da coleta seletiva

Capital superou todos os estados brasileiros em recuperação de resíduos recicláveis e consolidou destaque na gestão ambiental

Por por William França

O SLU realiza a coleta seletiva por meio de três empresas

O Distrito Federal alcançou a liderança nacional em reciclagem de resíduos sólidos ao registrar índice de 13,75% de recuperação de materiais recicláveis no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

O resultado colocou a capital à frente de estados tradicionalmente bem posicionados na área ambiental, como Paraná e Rio Grande do Sul.

O desempenho também contribuiu para o destaque do DF no quesito Sustentabilidade Ambiental, em que a unidade da Federação obteve nota 97,8 e a segunda colocação geral entre os estados brasileiros. O ranking avalia diversos indicadores relacionados à qualidade da gestão pública e ao desenvolvimento regional, incluindo educação, segurança, infraestrutura e meio ambiente.

Os números refletem a estrutura montada nos últimos anos para ampliar a coleta seletiva e aumentar o aproveitamento de materiais recicláveis. Atualmente, o sistema conta com a atuação de empresas responsáveis pela coleta e de 35 cooperativas e associações de catadores que realizam a triagem e o encaminhamento dos resíduos para reaproveitamento.

Outro fator que contribuiu para o resultado foi a adoção de critérios mais rigorosos para a medição dos índices de reciclagem. A metodologia passou a considerar dados auditados e registros efetivamente comprovados, reduzindo o uso de estimativas e ampliando a confiabilidade das informações apresentadas pelos estados.

A expectativa é que a expansão da coleta seletiva para novas regiões administrativas aumente ainda mais a recuperação de materiais recicláveis, diminua a quantidade de resíduos destinados ao Aterro Sanitário de Brasília e fortaleça o trabalho desenvolvido pelas cooperativas do Distrito Federal.

Especialistas da área apontam que a participação da população, com a separação correta dos resíduos nas residências, continua sendo um dos principais desafios para elevar os índices de reciclagem nos próximos anos.