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Crise estrutural mantém pressão sobre o Metrô-DF

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O Metrô do DF atravessa uma crise estrutural que se agravou nos últimos anos e continua afetando diretamente a operação diária do sistema. Dos 32 trens da frota original, apenas 19 circulam regularmente nos horários de pico, enquanto o restante permanece parado por falta de componentes. Para manter o funcionamento, técnicos recorrem ao "canibalismo" de peças retiradas de trens fora de operação. O sistema registrou episódios de descarrilamento parcial na Asa Sul e focos de incêndio provocados pelo envelhecimento de capacitores a óleo em armários elétricos. Nas estações, escadas rolantes e elevadores apresentam falhas frequentes, com relatos de acidentes envolvendo usuários idosos. A falta de servidores ultrapassa 600 profissionais, e a ausência de concurso desde 2013 já levou à abertura de catracas para liberar o fluxo sem cobrança de tarifa. As reclamações na Ouvidoria cresceram 108% em meados deste ano. A renovação da frota segue indefinida após suspensão, pelo Tribunal de Contas, da licitação de R$ 900 milhões para compra de 15 novos trens.