BRASILIANAS | Setor de serviços cresce no DF e concentra mais de 435 mil trabalhadores, diz IBGE
Pesquisa do IBGE mostra força dos serviços profissionais e impacto na economia local
A Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo IBGE, mostra que o Distrito Federal manteve a maior participação na receita bruta de serviços da Região Centro-Oeste, respondendo por 30,8% do total regional.
O levantamento estimou 42,4 mil empresas ativas no DF, responsáveis por ocupar 435,8 mil pessoas e registrar R$ 18,8 bilhões em gastos com pessoal e R$ 87 bilhões em receita bruta.
O setor de serviços não financeiros abrange sete grandes segmentos, incluindo serviços profissionais, administrativos e complementares; serviços prestados às famílias; informação e comunicação; atividades imobiliárias; transportes e serviços auxiliares; manutenção e reparação; e outras atividades de serviço.
O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares foi o principal destaque em todas as variáveis investigadas. Reuniu 16,6 mil empresas, empregou 224,1 mil pessoas — 51,4% do total do setor — e concentrou 42,4% dos gastos com pessoal.
Em seguida aparecem os serviços prestados às famílias, com 12,3 mil empresas e 84,1 mil trabalhadores, e os serviços de informação e comunicação, que responderam por 12% dos empregos e pela segunda maior receita, de R$ 21,5 bilhões.
No segmento voltado às famílias, atividades de alojamento e alimentação representaram 55,5% das empresas e lideraram em pessoal ocupado e receita.
Para o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, os resultados reforçam a centralidade do setor na economia local. Segundo ele, “os dados mostram a capacidade do Distrito Federal de gerar renda e oportunidades a partir de um segmento cada vez mais diversificado e estratégico”.
Freire destaca especialmente a força dos serviços profissionais, que sustentam mais da metade dos empregos formais do setor. O IBGE lembra que a PAS é realizada desde 1998 e fornece informações essenciais para planejamento público e privado, dada a elevada participação dos serviços no PIB e no emprego formal.