BRASILIANAS | Taxa de desocupação no DF cai ao menor nível da série: 6,5%
Taxa recua no segundo trimestre de 2026 e reforça recuperação do mercado de trabalho -- Carteira assinada responde por maioria dos vínculos formais
A taxa de desocupação do Distrito Federal atingiu 6,5% no segundo trimestre de 2026, o menor valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento contabilizou 109 mil pessoas desocupadas no período, resultado que representa queda de 25,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e indica avanço consistente na absorção de trabalhadores. O recuo de 2,2 pontos percentuais em comparação ao ano anterior ocorre em um cenário de estabilidade da força de trabalho e reforça a posição do DF entre as unidades da federação com menores taxas de desocupação.
O movimento também se reflete na redução do contingente de desalentados, estimado em 16 mil pessoas. Esse grupo reúne indivíduos que não tomaram providência para buscar emprego por fatores como falta de experiência, ausência de oportunidades na região ou percepção de barreiras relacionadas à idade.
A queda do desalento acompanha a melhora geral dos indicadores do mercado de trabalho e sugere maior confiança dos trabalhadores na possibilidade de recolocação.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas entre a população de 14 anos ou mais, foi estimado em 62,8% no período analisado. O resultado indica que o mercado de trabalho do DF segue ampliando sua capacidade de absorção, mesmo diante de oscilações no rendimento médio mensal real habitual, que ficou em R$ 6.171 no trimestre.
Embora o valor mantenha o DF na liderança nacional, houve queda de 9,5% em relação ao trimestre anterior. A combinação entre redução da desocupação, queda do desalento e estabilidade da força de trabalho reforça a tendência de reorganização do mercado local e aponta para um ambiente de maior dinamismo na capital.
Divulgação - Taxa de informalidade (em destaque, o DF)
Ocupação cresce no DF e setor privado concentra maioria dos vínculos formais
O Distrito Federal registrou 1,57 milhão de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, com nível de ocupação estimado em 62,8% da população de 14 anos ou mais, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor privado concentrou o maior contingente de trabalhadores, com 779 mil pessoas, das quais 581 mil possuíam carteira assinada, equivalente a 74,6% dos vínculos formais. O setor público respondeu por 338 mil ocupados, enquanto 282 mil atuavam por conta própria, sendo a maioria sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), grupo que somou 184 mil pessoas.
Entre os trabalhadores domésticos, 84 mil estavam empregados no período, com predominância dos vínculos sem carteira, que alcançaram 51 mil. O número de empregados com carteira assinada, porém, apresentou crescimento expressivo: alta de 40,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, movimento que indica reorganização do segmento e maior formalização das relações de trabalho.
A distribuição dos ocupados por grupamentos de atividade mostra forte presença dos setores ligados à administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que reuniram 448 mil trabalhadores.
Em seguida aparecem os setores de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 388 mil ocupados, além de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que somaram 249 mil.
Taxa de informalidade
A taxa de informalidade no DF ficou em 28,7% no segundo trimestre, totalizando 450 mil trabalhadores informais. O índice é o segundo menor entre as unidades da federação, atrás apenas de Santa Catarina, que registrou 25,4%. Entre os informais, os maiores contingentes foram de empregados do setor privado sem carteira assinada, que somaram 197 mil, e de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que alcançaram 184 mil.
A combinação entre predominância da carteira assinada, baixa informalidade e forte presença de setores ligados à administração pública e serviços especializados reforça o perfil do mercado de trabalho brasiliense, marcado por elevada participação de atividades de alta qualificação e vínculos formais.