BRASILIANAS |Instalação em aço desafiará a gravidade e amplia diálogo entre arte e indústria em Brasília
Obra de Anderson Schneider será montada no SESI Lab e destaca potencial do aço na criação artística
Brasília se prepara para receber, ainda neste mês, uma instalação de grande porte que reforça a presença do aço como elemento artístico na capital. "A queda de Atlas", criação do arquiteto, fotógrafo e artista visual Anderson Schneider, combina aço corten, concreto e engenharia de precisão para produzir a impressão de que uma estrutura maciça de quase sete toneladas flutua no ar.
A peça será montada em frente ao SESI Lab, no Setor Cultural Sul, e utiliza cabos de aço galvanizado fixados de baixo para cima, solução que cria a sensação de gravidade invertida e transforma o espaço em um ponto de contemplação urbana.
A obra possui caráter interativo e propõe reflexão sobre exaustão e cobrança por desempenho na vida contemporânea, ampliando a experiência sensorial do público.
A instalação também evidencia a versatilidade do aço, tradicionalmente associado à construção civil, ao mostrar como o material pode assumir formas, volumes e acabamentos que dialogam com arquitetura, escultura e ocupação cultural.
Viabilizada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF) e com execução patrocinada pela Pinheiro Ferragens, a obra aproxima indústria e produção artística ao destacar o papel do setor privado na viabilização de projetos culturais de grande porte.
Para Janine Brito, presidente do LIDE Mulher Brasília e CEO da Pinheiro Ferragens e do Grupo Pinheiro de Brito, apoiar iniciativas desse tipo reforça a relação entre criatividade, engenharia e desenvolvimento econômico, além de ampliar o acesso da população à arte.
O projeto chega em um momento de expansão da economia criativa no Distrito Federal. Dados do Panorama da Economia Criativa do DF, desenvolvido pela Universidade Católica de Brasília com apoio da FAP-DF, apontam mais de 130 mil agentes criativos formais, geração superior a R$ 9 bilhões em riqueza e participação de 3,5% no PIB local.
O setor movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano no DF, evidenciando uma cadeia formada por profissionais, empresas, fornecedores, produtores, espaços culturais e patrocinadores.
Nesse contexto, a instalação de "A queda de Atlas" reforça a ocupação qualificada dos espaços urbanos e amplia o diálogo entre arte, indústria e economia criativa ao transformar um material industrial em instrumento de criação, identidade e reflexão sobre a cidade.