BRASILIANAS | Atividade do Airbnb movimenta R$ 1,6 bi no DF, sustenta empregos e amplia impacto econômico no turismo
Atualização da FGV mostra avanço da atividade e efeitos diretos em serviços urbanos da capital -- Brasilienses ampliam orçamento com hospedagem -- 80% dos participantes não têm a hospedagem como ocupação principal e utilizam a renda complementar
A atualização do estudo elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre o impacto econômico do Airbnb em Brasília indica que a atividade da plataforma movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em 2025, crescimento superior a 27% em relação ao ano anterior.
A metodologia de insumo-produto utilizada pela FGV parte dos gastos efetivos de hóspedes e anfitriões para medir como esses recursos circulam entre setores e mostra que a expansão acompanha o fluxo contínuo de visitantes que chegam ao Distrito Federal para eventos, concursos, compromissos profissionais, tratamentos de saúde e viagens familiares.
O levantamento aponta que a atividade sustentou mais de 10 mil postos de trabalho em áreas ligadas ao turismo e aos serviços urbanos, como alimentação, transporte, manutenção, limpeza e pequenos negócios distribuídos pelas regiões administrativas.
A geração de mais de R$ 442 milhões em renda reforça o papel da plataforma na circulação de recursos que permanecem majoritariamente na cidade. A contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) do DF ultrapassou R$ 892 milhões, enquanto a arrecadação tributária ficou próxima de R$ 139 milhões, evidenciando que o impacto vai além da hospedagem e alcança cadeias produtivas diversas.
O estudo também apresenta dados nacionais que ajudam a contextualizar o avanço da atividade. Segundo a FGV, o Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o PIB, sustentou mais de 700 mil postos de trabalho e gerou quase R$ 9 bilhões em tributos.
A atualização do levantamento permite acompanhar a evolução da atividade ao longo do tempo e mostra que o modelo de compartilhamento de espaços segue ampliando sua presença no mercado de estadias, reforçando a importância de monitorar seus efeitos econômicos e urbanos no Distrito Federal.
Renda complementar obtida por anfitriões do Airbnb no DF cresce e fortalece orçamento e comércio local
O perfil dos anfitriões que utilizam o Airbnb no Distrito Federal mostra que a atividade tem papel crescente no orçamento das famílias. Dados da plataforma referentes a 2025 indicam que mais de 80% dos participantes não têm a hospedagem como ocupação principal e utilizam a renda complementar para reforçar despesas da casa.
Entre os entrevistados, mais da metade relatou que o ganho adicional ajudou a continuar morando em suas residências, enquanto quase 65% direcionaram parte dos recursos para alimentação e custos que ficaram mais altos ao longo do ano.
O estudo também destaca o efeito da atividade no comércio de bairro. Mais de 85% dos anfitriões recomendam restaurantes, cafés e serviços das próprias regiões administrativas, e praticamente todos indicam estabelecimentos do próprio bairro, o que ajuda a distribuir o fluxo de visitantes e ampliar a circulação de renda nas comunidades.
Esse movimento fortalece pequenos negócios que dependem da movimentação gerada por quem visita a cidade e integra o turismo ao cotidiano das áreas residenciais.
A renda obtida por meio da hospedagem tem impacto direto na permanência das famílias em suas casas e reforça a relevância social do modelo de compartilhamento de espaços.
O comportamento dos anfitriões mostra que a atividade se consolidou como alternativa financeira para complementar o orçamento, ao mesmo tempo em que estimula o comércio local e contribui para distribuir os benefícios do turismo por diferentes regiões do Distrito Federal.