BRASILIANAS | Evento marca 20 anos da Lei Maria da Penha e reúne instituições para discutir prevenção, acolhimento e responsabilização

Ministério Público do DF realiza fórum para fortalecer proteção às mulheres e integrar redes de atendimento no DF

Por por William França

Cartaz de divulgação do evento para marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha

O Núcleo de Gênero do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) promoverá, em 17 de agosto, numa segunda-feira, a terceira edição do Fórum de Integração Todas Elas, iniciativa que celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a articulação entre instituições do Sistema de Justiça, da Segurança Pública e das redes de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Aberto a profissionais, gestores públicos e integrantes das redes de proteção, o evento atende à orientação do Conselho Nacional do Ministério Público para a realização dos Ciclos de Diálogos da Lei Maria da Penha, ampliando o intercâmbio de experiências e a construção de estratégias conjuntas de enfrentamento às violências de gênero.

A programação inclui a apresentação dos resultados do Formulário de Avaliação de Equipamentos e Serviços de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Ames), elaborado no âmbito do Projeto Todas Elas, com diagnóstico sobre a rede de proteção no DF.

Também serão realizados painéis sobre políticas de prevenção, programas e ações governamentais, além de um debate técnico-jurídico dedicado às estratégias de proteção e responsabilização no atendimento às mulheres nas instituições da Segurança Pública e do Sistema de Justiça. O objetivo é qualificar a reflexão sobre desafios e avanços, fortalecendo respostas mais humanizadas, ágeis e efetivas.

Divulgação - A cearense Maria da Penha sofreu violência doméstica por década e hoje é uma ativista na luta pela vida das mulheres

O evento contará ainda com a exposição artística Memórias e Silêncio, da artista visual Valéria Teixeira Lima, que resgata a história de sua avó, vítima de feminicídio em 1965, em um período marcado pelo silenciamento das violências contra mulheres.

A mostra integra a proposta de estimular memória, reflexão e fortalecimento das redes de proteção. Para o MPDFT, a integração permanente entre instituições é essencial para garantir acolhimento, proteção e acesso à justiça às mulheres em situação de violência.