BRASILIANAS | Novo macaco-aranha chega ao Zoo

Juninho passa por quarentena antes de integrar programa de reprodução; Espécie amazônica está ameaçada e depende de ações de conservação

Por William França

O macaco-aranha-de-cara-preta Ateles chamek, batizado de Juninho

Juninho passa por quarentena antes de integrar programa de reprodução

Espécie amazônica está ameaçada e depende de ações de conservação

O Zoológico de Brasília recebeu um novo integrante em seu plantel: Juninho, um macaco-aranha-de-cara-preta, espécie amazônica classificada como “em perigo” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

O primata, nascido em 2017 no Zoológico Quinzinho de Barros, em Sorocaba, chegou ao Distrito Federal por meio de uma operação conjunta que envolveu o programa Avião Solidário, da Latam, a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil e o ICMBio. A logística rápida e coordenada buscou reduzir o estresse do animal durante o deslocamento.

Após a chegada, Juninho iniciou o período de quarentena, etapa obrigatória para avaliação clínica, observação comportamental e adaptação ao novo espaço. O Zoológico informou que ainda não há previsão para que o primata seja disponibilizado para visitação pública, tampouco para a integração com uma fêmea — fase necessária para o início do programa de reprodução da espécie no DF.

A instituição já abriga outros dois macacos-aranha-de-cara-preta: Preto, nascido em 2003, e Sarah, de 2016. Ambos são descendentes de animais que fizeram parte do plantel brasiliense, o que reforça a continuidade do trabalho de manejo e conservação realizado ao longo dos anos.

Divulgação/Zoo Brasília - O macaco-aranha Juninho faz parte de uma espécie ameaçada de extinção

Por que a espécie está ameaçada

O macaco-aranha-de-cara-preta é nativo da Amazônia e enfrenta forte pressão devido à perda de habitat, fragmentação florestal e caça ilegal. A espécie desempenha papel essencial na dispersão de sementes e na manutenção da biodiversidade, o que torna sua preservação estratégica para o equilíbrio ecológico.

A proteção depende da atuação conjunta entre órgãos ambientais, centros de conservação, zoológicos e iniciativas privadas. Programas de reprodução assistida, como o que Juninho passa a integrar, são fundamentais para manter populações geneticamente viáveis e ampliar as chances de sobrevivência da espécie no longo prazo.

O papel do Zoo de Brasília na conservação

O Zoológico de Brasília tem ampliado sua participação em programas de manejo e reprodução de espécies ameaçadas, fortalecendo parcerias com instituições nacionais e internacionais. A chegada de Juninho reforça esse compromisso e contribui para a diversificação genética do grupo já existente no DF.

Além da reprodução, o Zoo atua na educação ambiental, na pesquisa científica e na sensibilização do público sobre a importância da conservação da fauna brasileira. A presença de espécies ameaçadas em ambientes controlados permite estudos, monitoramento e ações que complementam o trabalho realizado em áreas naturais.