BRASILIANAS | 'La Traviata' em nova leitura na EMB

Ópera será apresentada nos dias 8, 9 e 10 de maio, na Escola de Música de Brasília; Montagem aposta em releitura contemporânea e protagonismo feminino

Por William França

A montagem abandona a estética tradicional

Ópera será apresentada nos dias 8, 9 e 10 de maio, na Escola de Música de Brasília

Montagem aposta em releitura contemporânea e protagonismo feminino

Depois de anos sem montagens de grande porte, Brasília volta a receber uma das obras mais emblemáticas do repertório operístico: La Traviata, de Giuseppe Verdi. A nova produção, que será apresentada nos dias 8, 9 e 10 de maio no Teatro Levino de Alcântara, na Escola de Música de Brasília, aposta em uma abordagem que atualiza o clássico sem perder sua força dramática.

A montagem reúne solistas, coro e orquestra em um conjunto de mais de 40 músicos, reforçando o caráter grandioso da obra. O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que tem sido fundamental para viabilizar produções de ópera na cidade.

O eixo central da releitura é a transformação da protagonista. Em vez da cortesã parisiense do século XIX, Violetta surge como uma mulher do século XXI, marcada por autonomia, liberdade e enfrentamento das violências que ainda atravessam a vida das mulheres.

A soprano Aida Kellen, que estreia no papel, destaca essa atualização como essencial para aproximar o público da personagem. Para ela, Violetta é “uma mulher viva, atual, que enfrenta desafios que continuam presentes na sociedade”.

Gabriela Ramos assume o papel na récita do dia 10, reforçando a proposta de dois elencos principais.

Divulgação/Tátika Comunicação - A ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi, em releitura contemporânea e protagonismo feminino

Direção que une tradição e ruptura

A direção artística de Daniel Menezes busca equilibrar respeito ao texto musical com uma estética menos tradicional. Ele também interpreta Alfredo em parte das récitas, dividindo o papel com Francisco Bento. A encenação aposta em elementos expressionistas, intensificando emoções e aproximando a ópera do teatro musical — uma escolha que, segundo Daniel, amplia a experiência do público.

A diretora cênica Élia Cavalcante, com 15 anos de trajetória no teatro musical, conduz a releitura com foco no protagonismo feminino. Para ela, a montagem “olha para o clássico através das lentes do agora”, unindo romantismo e expressionismo para reforçar a força da personagem.

O maestro Deyvison Miranda assina a direção musical e a regência. Ele destaca a qualidade do elenco e a decisão de unir os dois primeiros atos, criando uma dinâmica mais fluida para o público. A escolha mantém a integridade da obra, mas oferece uma experiência mais contínua, sem perder o impacto dramático.

Com duração aproximada de 2h20, a ópera será apresentada em italiano, com legendas em português. A sessão do dia 10 contará com audiodescrição, Libras e programa em braille, ampliando o acesso a diferentes públicos — um avanço importante para a cena lírica da capital.

Ao revisitar La Traviata com olhar contemporâneo, a montagem brasiliense reafirma a atualidade da obra e sua capacidade de dialogar com temas que atravessam gerações: amor, liberdade, resistência e a luta por existir plenamente.

Serviço

La Traviata – Giuseppe Verdi

8, 9 e 10 de maio de 2026
Sexta às 20h | Sábado e domingo às 19h
Teatro Levino de Alcântara – Escola de Música de Brasília (602 Sul)
Ingressos: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia)
Antecipados: hl.art.br/traviata
Bilheteria: uma hora antes de cada sessão (dinheiro ou pix)

Informações importantes:
• Meia-entrada para estudantes, professores, maiores de 60 anos, PCDs e profissionais da saúde
• Meia solidária mediante doação de alimentos
• Lugares por ordem de chegada (com fila preferencial prevista em lei)
Ópera em 3 atos, em italiano, com legendas em português
Sessão acessível: 10/05
Classificação: 10 anos
Duração: 2h20 (com intervalo)

Assessoria de Imprensa

Tátika Comunicação e Produção

@tatikaturra
Kátia Turra: (61) 992247294