BRASILIANAS | Arruda ataca custos e a necessidade da Vice-Governadoria
Às vésperas do aniversário de Brasília, pré-candidato do PSD diz que economia anual superaria cortes orçamentários previstos para a festa de 66 anos da cidade
Às vésperas do aniversário de Brasília, pré-candidato do PSD diz que economia anual superaria cortes orçamentários previstos para a festa de 66 anos da cidade
A decisão da governadora Celina Leão (PP) de manter ativa a vice-governadoria mesmo após assumir o comando do GDF entrou no centro do debate político justamente na semana do aniversário de Brasília, celebrado no dia 21.
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), pré-candidato ao Palácio do Buriti, afirmou que a atual gestão deveria ter priorizado a redução de despesas administrativas, em vez de cancelar a festa dos 66 anos da capital.
Arruda classificou como “marketing eleitoreiro” o redirecionamento dos R$ 25 milhões reservados para o aniversário para ações na saúde. Segundo ele, a economia gerada pela desativação da vice-governadoria ao longo do ano — estimada em mais de R$ 22 milhões — seria suficiente para custear a celebração e ainda deixar saldo.
Arruda também questiona a necessidade de manter a estrutura no Palácio do Buriti até 2027, já que o DF não tem vice-governador desde a renúncia de Ibaneis Rocha e não terá até a posse dos próximos eleitos, no dia 6 de janeiro.
A crítica ocorre em meio ao aumento de nomeações na vice-governadoria e ao debate sobre o tamanho da máquina pública.
Para aliados de Arruda, o tema deve permanecer no centro da disputa política local nos próximos meses, especialmente porque a estrutura sem vice se tornou um dos símbolos da discussão sobre gasto público em um momento de restrição fiscal.