BRASILIANAS | Investidores oferecem R$ 15 bi por ativos do BRB, diz Celina Leão
Governadora Celina Leão afirma que proposta inclui R$ 4 bi à vista; Operação, com investidor mantido ainda sob sigilo, será analisada pelo Banco Central
Governadora afirma que proposta inclui R$ 4 bi à vista
Operação, com investidor mantido ainda sob sigilo, será analisada pelo Banco Central
No fim da tarde de sexta-feira (10.04), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou que um fundo de investidores apresentou proposta para aquisição de ativos que eram vinculados ao Banco Master e que hoje estão sob gestão do Banco de Brasília (BRB).
Avaliada em R$ 15 bilhões, a operação prevê R$ 4 bilhões em pagamento imediato e R$ 11 bilhões em instrumentos financeiros atrelados aos próprios ativos negociados.
O nome da entidade que fez a proposta está mantida sob sigilo. O plano será submetido ao Banco Central para análise técnica e regulatória.
Celina destacou que não haverá uso de recursos públicos nem impacto no caixa do BRB. A governadora destacou que o interesse de investidores qualificados demonstra confiança no potencial de recuperação dos ativos e na solidez do banco estatal.
O anúncio foi feito no final da tarde, após o fechamento do mercado financeiro, para evitar especulação sobre os papéis do banco.
Nas redes sociais, Celina reforçou que cada etapa será avaliada com responsabilidade e rigor técnico, sempre com foco na proteção do interesse público e na preservação dos ativos do Distrito Federal.
BRB busca outro empréstimo, de R$ 6,6 bilhões, para enfrentar crise de liquidez
O Banco de Brasília (BRB) segue em busca de soluções para enfrentar a crise de liquidez provocada pelo rombo deixado pelo Banco Master. Além da proposta de venda de ativos, a instituição negocia um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outras instituições financeiras.
A operação será discutida em assembleia de acionistas marcada para 22 de abril, com prazo até 29 de maio para definição da estratégia. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, o plano é oferecer garantias como imóveis públicos e ações de empresas estatais. “Estamos diante de um encaminhamento pragmático e com muita chance de dar certo”, afirmou.
A venda dos ativos deve ser estruturada por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), mecanismo que transforma parte da carteira em cotas sênior e subordinadas. Com isso, o banco espera reduzir o impacto no caixa e recuperar a confiança do mercado. A proposta já foi apresentada ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em reunião realizada em São Paulo, e é considerada crucial para estabilizar o sistema financeiro local.