BRASILIANAS | Brasília lidera energia solar e amplia geração sustentável

Projetos ampliam matriz renovável no Distrito Federal; Usina de Águas Claras abastece escolas e órgãos públicos

Por por William França

Usina pública de Águas Claras já abastece 80 prédios

Projetos ampliam matriz renovável no Distrito Federal

Usina pública de Águas Claras abastece escolas e órgãos públicos

Brasília alcançou 530,1 MW de potência instalada em energia solar e ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras, segundo a Absolar.

O resultado integra a política de descarbonização do Governo do Distrito Federal, que combina expansão da geração em prédios públicos e escolas com estímulo à mobilidade elétrica. A inauguração da usina pública de Águas Claras, em 2024, já abastece 80 prédios, incluindo dez escolas, com economia estimada em R$ 1 milhão por ano. O programa "Brasília — Capital da Iluminação Solar" prevê R$ 130 milhões em investimentos e meta de 100 MW adicionais, enquanto a CEB projeta usina de 120 MW para atender órgãos do governo.

Para o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, os resultados demonstram compromisso sólido com um futuro sustentável. Ele avalia que o DF já se posiciona como protagonista na transição energética, embora o caminho para uma matriz 100% limpa ainda seja longo.

A capital federal, ao liderar o ranking nacional, reforça sua vocação de laboratório de inovação e sustentabilidade, mostrando que políticas públicas consistentes podem transformar a realidade urbana e servir de exemplo para outras regiões do país.

Acervo CEF 801 - Placas fotovoltaicas no teto do CEF 801 do Recanto das Emas: tecnologia chega às escolas

Escolas do DF viram laboratórios solares

No CEF 801 do Recanto das Emas, 104 placas solares instaladas em 2025 transformaram a escola em referência de sustentabilidade. A economia anual pode chegar a R$ 80 mil, com desempenho estimado entre 70% e 80% do consumo suprido.

Mais que reduzir custos, o sistema virou ferramenta pedagógica: professores e alunos incorporaram o tema ao projeto anual, acompanhando a produção de energia e discutindo consumo consciente. O DF já soma dezenas de escolas atendidas por sistemas solares, seja pela usina de Águas Claras ou por instalações próprias.

Para o diretor Cleiton de Oliveira, o impacto vai além da conta de luz: “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade.” O projeto pedagógico reforça que a transição energética não é apenas técnica, mas também cultural, preparando jovens para um futuro em que energia limpa e responsabilidade ambiental serão parte da vida cotidiana e da identidade do Distrito Federal.