BRASILIANAS | DF abre 142 mil empresas em 2025 e acompanha recorde nacional

Serviços e comércio lideram aberturas no DF, com predominância de MEIs

Por por William França

No DF, os segmentos de tecnologia, alimentação e serviços pessoais lideraram a criação de novos negócios

Serviços e comércio lideram aberturas no DF, com predominância de MEIs

O Distrito Federal encerrou 2025 com a abertura de aproximadamente 142 mil empresas, segundo dados da Receita Federal. O número representa 2,8% do total nacional, que atingiu a marca histórica de 5,1 milhões de novos empreendimentos.

O desempenho local acompanha a tendência nacional de expansão do empreendedorismo, impulsionada pela digitalização dos processos de registro, programas de incentivo e maior acesso ao crédito. No DF, o perfil predominante é o de Microempreendedores Individuais (MEIs), especialmente em setores de serviços e comércio.

Analise o comparativo nacional

• Brasil: 5,1 milhões de empresas abertas (+18,6% em relação a 2024)

• São Paulo: 1,5 milhão (29,6% do total)

• Minas Gerais: 535 mil (10,5%)

• Rio de Janeiro: 420 mil (8,2%)

• Distrito Federal: 142 mil (2,8%)

No DF, os segmentos de tecnologia, alimentação e serviços pessoais lideraram a criação de novos negócios. Nacionalmente, os serviços responderam por 63% das aberturas, seguidos por comércio (20%), indústria (7,5%), construção (6,7%) e agropecuária (1,4%).

Apesar do crescimento, especialistas alertam para a alta taxa de mortalidade empresarial: cerca de 25% dos negócios fecham antes de completar dois anos. A burocracia tributária e a concorrência digital são apontadas como obstáculos para a sobrevivência das micro e pequenas empresas.

Fecomércio vê números como resultado da economia local

O aumento no número de empresas abertas no DF no ano de 2025 é resultado da solidez, robustez e capacidade de geração de emprego e renda da economia distrital", afirmou a "Brasilianas" o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

Para ele, embora tenha sido registrado uma pequena desaceleração no segundo semestre, quando comparado com o ano de 2024, registra-se crescimento em todos os indicadores econômicos, "Desde a melhora na renda, no emprego, no volume de serviços", afirmou.

Ele deu exemplos: crescimento de 7,9% até novembro, e do varejo, que acumula 4,1% no mesmo período. Do mesmo modo a arrecadação de ICMS registra crescimento real de 2,6%, e o ISS de 6,2% quando comparado com o ano de 2024.