Por: Aristóteles Drummond

Coragem para acertar

O Boeing 707 muito usado pela Varig na rota Rio-Nova Iorque. | Foto: Eduard Marmet/Wikimedia Commons

Nos bons tempos da Varig, o excelente voo 860 com destino a Nova York saía de Porto Alegre com direito de tráfego na ligação entre a capital gaúcha e o Galeão. Esta fórmula, que atenderia aos interesses da empresa aérea, do aeroporto e dos passageiros, poderia voltar, incluindo Brasília e Recife, por exemplo. Depende apenas de decisões que pedem vontade política e coragem.

Na área da burocracia, um ponto constrangedor perante estrangeiros é o comportamento da Receita Federal em relação a encomendas provenientes do exterior. Produtos podem e devem ser taxados, mas não faz sentido a burocracia quanto aos pagos lá fora e até os valores do que possa vir na bagagem de passageiros. Um simples presente pessoal obriga o infeliz contribuinte a comparecer a um posto. E muita gente abandona a mercadoria.

Para a maioria dos países, a situação é outra. A loja Harrods, de Londres, envia compras para 76 países, mas não para o Brasil. Equívoco nosso ou dos 76 países?

No país em que abundam as isenções e imunidades fiscais, nunca se cogitou da retirada do ICMS do combustível de aviação para baratear as passagens. Recebemos menos turistas do que Portugal, por exemplo, pois estamos longe e com custos maiores. Algo tem de ser feito.

A Embratur poderia ter uma verba em dólares para compartilhar publicidade com empresas aéreas com voos para o Brasil. Bastam vontade e coragem para enfrentar as forças do atraso. Também poderia subsidiar filmes como os de Woody Allen que recebeu de Paris, Barcelona e NYC.

O problema de nosso no país reside muito na cabeça pequenina de nossos gestores. Por isso, estamos na periferia, confinados à agronomia e à mineração. Tecnologia, liberdade e simplificação não passam por aqui. Um mercado financeiro mais aberto poderia fazer do Rio a capital financeira e bancária da América Latina.

No desastrado governo anterior, até que se avançou um pouco na burocracia e nos limites de recursos portados pelos turistas. Agora nenhuma novidade na área em setor da economia que mais cresce no mundo que é o turismo.

 

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